bella torre 6
A+ B-
Publicada em 03 de Abril de 2017
Foto:

Renegociação de aluguéis vai gerar economia de R$ 28 milhões ao município



A Prefeitura de Curitiba renegociou do início do ano até março 74 e cancelou 11 contratos de aluguel obtendo com isso uma redução de R$ 585 mil por mês nos gastos com imóveis locados para sua estrutura administrativa. Ao longo de quatro anos, a economia gerada será de R$ 28,1 milhões. É dinheiro suficiente para bancar mais de um ano e meio de todos os alugueis atuais do município, que consomem R$ 19,2 milhões por ano. “Trocando em miúdos, utilizaremos quatro anos dessas estruturas e desembolsaremos o equivalente a dois anos e meio, sem nenhum prejuízo para o trabalho dos servidores ou de atendimento à população”, explica o secretário de Administração e Recursos Humanos, Carlos Calderon. “Isso é responsabilidade com o dinheiro do contribuinte.” A negociação faz parte dos esforços para recuperar as finanças do município, cuja gestão herdou uma dívida de R$ 1,2 bilhão e um déficit orçamentá- rio de R$ 2,1 bilhões. Além do Plano de Recuperação do Município, que limita uma série de gastos, a Prefeitura vem cortando seus custos, tendo promovido entre outras ações a redução de 20% nos órgãos e secretarias municipais. O trabalho com os contratos de aluguel prossegue, e a expectativa da secretaria de Administração e Recursos Humanos é obter economia de mais R$ 10 milhões em quatro anos com os imóveis locados para órgãos da administração indireta. MESA DE NEGOCIAÇÃO A renegociação começou a ser feita desde o início da gestão atual, quando foram chamados os proprietários dos 85 imó- veis alugados para a administrapion Neto. As pesquisas são feitas por amostragem, de acordo com o número de famílias de cada empreendimento. Precisam ser ouvidas as opiniões de, no mí- nimo, 20% dos moradores de todos os empreendimentos com mais de 200 famílias atendidas, 50% das famílias nos empreendimentos de 100 a 200 unidades, e 100% das famílias atendidas em empreendimentos com menos de 100 unidades. Depois de tabuladas, as respostas dão origem a um relatório que é encaminhado à Caixa. Porta em porta – Atualmente estão em andamento pesquisas abrangendo famílias atendidas nos projetos Xisto Padilha e Vila Autódromo. A opinião dos moradores é consultada pela equipe do departamento de Serviço Social da Cohab em questionários aplicados de porta em porta. Na semana passada, os questionários começaram a ser aplicados no Moradias Boa Esperança II, empreendimento Levy Ferreira/SMCS PUBLICAÇÕES LEGAIS/NACIONAL ção. Em uma primeira rodada foram analisados contratos e também feitas propostas de redução nos valores. Esse trabalho resultou em 74 contratos renovados e 11 encerrados, por a Prefeitura considerá-los muito caros. As estruturas desses espaços foram realocadas sem que tenha havido prejuízos aos servidores ou para a população atendida, explica Calderon. Entre todos os contratos negociados, as maiores porcentagens de redução estão nos imóveis que serão devolvidos ou trocados por estruturas similares ou até melhores por preços mais acessíveis. “Embora se trate de ações mais complexas elas são extremamente vantajosas para o município”, diz o secretário. Um dos exemplos é a negociação avançada do prédio de nove andares que serve à Companhia de Habitação de Curitiba (Cohab). A estrutura que abriga 330 servidores deixará o imóvel atual, no Centro, por outro na mesma região e com capacidade adequada. Somente nesta mudança, a Prefeitura deixará de pagar R$ 201 mil de aluguel mensal e passará a gastar cerca de R$ 80 mil por mês –a economia acumulada em quatro anos chegará a R$ 5,7 milhões em quatro anos. “Isso é pensar a gestão de maneira estratégica e responsável”, reforça Calderon. Outro imóvel que vai gerar boa economia ao longo da gestão (R$ 5,3 milhões) é o da sede do Centro de Capacitação da Secretaria de Educação. A estrutura que hoje funciona na Rua Dr. Faivre, no Centro, será realocada para outras imóveis como a Escola Municipal Batel (antiga Dezenove de Dezembro), estrutura que a Prefeitura utilizará por meio de Cessão de Uso, um acordo firmado com o Governo do Estado. Outras estruturas de ensino do município também deverão replicar esse modelo, como é o caso da Escola Municipal Professor Brandão. A Prefeitura também está otimizando o uso das salas ocupadas no edifício Delta, no Alto da Glória, onde funcionam diversas estruturas municipais, como IPMC e secretaria de Educação e de Administração. A ideia é reduzir espaços ociosos. Parte de um dos andares do pré- dio, que estava locado para o Escola Municipal Professor Brandão - Renegociação de Contratos de Aluguel com 213 unidades habitacionais (são 7 casas térreas e 206 sobrados), construído no Tatuquara, para abrigar moradores de sete ocupações irregulares espalhadas pela cidade. A nova comunidade reuniu em um novo território famílias reassentadas das vilas Xisto, Esmeralda, Mariana, Rex, 23 de Agosto, Terra Santa, Jandaia, Gramados, Formosa e Ulisses Guimarães. “São pessoas de diferentes áreas trazidas para uma nova condição de vida, razão pela qual precisamos ouví-las e buscar dados positivos e negativos da intervenção. São informações importantes para avaliarmos se o impacto produzido foi aquele esperado, que previa melhorar as condições ambientais, os hábitos de vida em comunidade e o exercício pleno da cidadania”, explica o diretor de Relações Comunitárias da Cohab, Rafael Enes. EQUIPAMENTOS PÚBLICOS Nas proximidades do Moradias Boa Esperança I existem equipamentos públicos como escola, creche e unidade de saú- de. Ao participar da pequisa os moradores comparam a forma como viviam antes, em condi- ção de risco e insalubridade, à situação atual, em outro contexto social. São questionados dados referentes ao acesso das famílias às redes elétricas, de abastecimento de água, coleta de esgoto, iluminação pública e pavimentação de ruas. Também são verificados a inclusão em atendimentos nas áreas de saúde, educação, transporte público e segurança. O levantamento de áreas de lazer para o convívio das famílias e a qualidade das relações entre os vizinhos depois do reassentamento constam na pesquisa. Imap já foi devolvido, e os servidores transferidos para a sede do instituto. Em quatro anos, deixará de ser gasto R$ 1,4 milhão com o aluguel do espaço. RESULTADOS DA RENEGOCIAÇÃO - Negociação de 85 contratos assinados diretamente com a prefeitura. Redução de R$ 20,1 milhões em quatro anos. - Negociações já finalizadas provenientes de imóveis locados a estruturas indiretas como IMAP, Curitiba S/A, Cohab: Redução de R$ 8 milhões. -Total: Redução de R$ 28,1 milhões em quatro anos. 

 



Mostra Comentarios