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Publicada em 21 de Novembro de 2016
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Salários no Interior crescem e cai diferença com a capital



O crescimento do Interior do Estado, com atração de novos investimentos produtivos, provocou mudanças também nos salários pagos aos trabalhadores. A diferença em relação ao rendimento de quem trabalha na Região Metropolitana de Curitiba, que tradicionalmente paga melhores salários, vem diminuindo. A conclusão é de um levantamento do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes) com base nos dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS). “O processo de descentralização da economia que adotamos nos últimos cinco, seis anos provou-se positivo, ao encorajar o desenvolvimento de regiões e municípios que antes não contavam com o dinamismo de indústrias e grandes empresas", comentou o governador Beto Richa. "Sem prejuízo para a região metropolitana de Curitiba, incentivamos os investimentos privados em outras regi- ões do Estado, gerando empregos, ampliando o consumo e melhorando os salários dos trabalhadores no interior", acrescentou Richa. O estudo mostra que o salário médio de um trabalhador do mercado formal no Interior do Paraná era de R$ 1.187 em 2010 - 66,3% menor do que o pago na RMC. Em 2015, esse rendimento estava em R$ 1.985 – menor em 56,2% que o da RMC. “O que se observa é que os inde contratos de manutenção de rodovia já assinados pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DERPR), que serão centralizados na PR-323, buscando a melhoria do pavimento. “Esta etapa vai até março. Em paralelo faremos uma licitação para a restauração completa do trecho”, afirmou Richa Filho. O diretor do DER, Nelson Leal, explicou que as obras de restauro completo incluem ações de drenagens, recuperação de base e sub-base de pavimento e construção de terceiras faixas em pontos críticos já identificados por engenheiros do órgão. “A meta é a duplicação total e o investimento do Estado vai se refletir na redu- ção de tarifas do pedágio numa futura concessão”, completou o secretário Richa Filho. Ao longo de 2017, serão O Governo do Paraná anunciou nesta sexta-feira (18) uma série de obras de melhorias e recuperação da PR-323, no trecho entre Maringá e Francisco Alves, no Noroeste do Estado. O anúncio foi feito durante reunião na sede da Associação dos Municípios de Entre Rios (Amerios), em Umuarama, e na Prefeitura de Cianorte, pelos secretários da Infraestrutura e Logística, José Richa Filho (foto); da Casa Civil, Valdir Rossoni; da Comunicação Social, Marcio Villela, e pelo diretor geral do DER, Nelson Leal Weslle Montanher/Tribuna de Cianorte concluídos os estudos técnicos para duplicação de alguns trechos e a licitação de obras, que serão iniciadas em 2018. Também estão previstas as construções de 5 intersecções em desnível, que poderão ser trincheiras ou viadutos, conforme apontar o estudo técnico. INVESTIMENTOS JÁ FEITOS Desde 2012, o Estado tem investido na modernização da rodovia PR-323, com aporte de R$ 66,4 milhões em obras. A primeira intervenção foi a construção de 50 quilô- metros de acostamento e a construção de trincheira, no trevo do Cedro em Perobal, que reduziram o número de acidentes ao longo da estrada. Outra ação foi a duplica- ção de 4 quilômetros entre Maringá e Paiçandu. Além destes investimentos, o EstaDivulgação Protork do aportou R$ 20,1 milhões em obras de restauro e também R$ 5,1 milhões em obras emergenciais, para correção de estragos provocados por fortes chuvas agora em 2016. Em 2013, o Governo do Estado lançou o programa de parceria público-privada para a duplicação da rodovia. Em 2014, o Consórcio Rota 323, liderado pelo grupo Odebrecht, venceu a licitação. No entanto, desde esta data, até setembro de 2016, o Consórcio não cumpriu o que foi previsto em contrato, em especial a respeito da capacidade de financiamento da obra. Em função disto, o Conselho Gestor de Concessões do Governo do Paraná, suspendeu o contrato. A tramitação final do rompimento de contrato termina no dia 5 de dezembro deste ano, quando se encerra o prazo de recursos do Consórcio Rota 323. vestimentos, especialmente na industrialização da produção do campo, elevaram as médias salariais nas cidades do Interior. É uma tendência que deve se manter para os próximos anos”, diz o diretorpresidente do Ipardes, Júlio Suzuki Júnior. AUMENTARAM MAIS Os salários no Interior cresceram mais do que os da Região Metropolitana de Curitiba. Entre 2010 e 2015, o rendimento médio no Interior cresceu 67% em termos nominais (sem considerar a inflação). Na RMC, o salá- rio subiu 57%. PARTICIPAÇÃO O aumento da remunera- ção coincidiu com o avanço da economia no Interior do Estado. Se em 2010 o Interior gerava 55,2% do PIB paranaense, em 2013 (dado mais recente disponível), essa participação havia alcançado 58,7%, de acordo com dados do IBGE e do Ipardes. No período, o PIB do Interior passou de R$ 124,4 bilhões para R$ 195,4 bilhões. CONSUMO O aumento da renda contribui para elevar o consumo no Interior. Dados da pesquisa IPC Maps, realizada pela IPC Marketing Editora, consultoria paulista especializada no setor, mostram que, em 2016, 65% do consumo do Estado vem de famílias que moram fora da região metropolitana de Curitiba. De acordo com o levantamento, ao todo, os paranaenses vão gastar R$ 246,4 bilhões em 2016. Do total, R$ 160,1 bilhões devem vir do Interior. O cálculo do IPC Maps toma como base dados coletados junto ao IBGE, Fundação Getúlio Vargas (FGV) e indicadores dos Estados. O potencial de consumo inclui uma série de categorias de gastos, como alimentação dentro e fora do domicílio, manutenção do lar, medicamentos e planos de saúde, educação, recreação, transporte e viagens e outras despesas, como aquisições e imó- veis. Considera, ainda, as compras de vestuário, calçados, itens de higiene e cuidados pessoais, artigos de limpeza, eletrodomésticos. PARANÁ COMPETITIVO O aumento do consumo no Interior ganhou força nos últimos anos, embalado pelo atual ciclo de investimentos atraídos pelo programa de incentivos Paraná Competitivo e pela força do agronegócio - um dos poucos setores que ainda cresce neste período de crise. Em 2010, os municípios tinham uma participação de 58,7% do consumo total no Estado. Em 2015, essa participação chegou a 64% e nesse ano avançou um pouco mais, para 65%. DESCENTRALIZAÇÃO A descentralização vem crescendo desde 2010. Naquele ano, as dez maiores cidades do Estado respondiam por 53% do consumo paranaense. Em 2015, a concentra- ção foi reduzida para 49% e, neste ano, a participação está em 47,9%. De acordo com o estudo, as dez cidades com maior potencial de consumo no Estado em 2016 são Curitiba, Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Cascavel, São José dos Pinhais, Foz do Iguaçu, Colombo, Guarapuava e Pinhais



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