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Publicada em 17 de Novembro de 2016
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Empresa vai investir R$ 134 milhões em terminal no Porto



A Fospar, empresa que movimenta fertilizantes em um terminal no Porto de Paranaguá, vai investir R$ 134 milhões na ampliação da sua estrutura no terminal que opera no porto paranaense. O montante é o que está previsto na renovação do contrato de arrendamento atual por mais 25 anos, assinado nesta quarta-feira (16), em Brasília. O plano é uma exigência prevista na nova Lei dos Portos para que o contrato seja renovado antecipadamente. Está prevista uma otimização do terminal, que terá sua capacidade estática e de movimentação aumentadas. Será duplicado o sistema de correias transportadoras que levam o produto do píer até o terminal, bem como construídas novas torres de carregamento de caminhões e vagões e um novo armazém de 45 mil toneladas de capacidade. Com estes investimentos, a capacidade dinâmica de movimentação do terminal será de no mínimo 3 milhões de toneladas por ano e a capacidade estática de armazenamento também vai chegar a 105 mil toneladas. O contrato também prevê a dragagem do berço interno do terminal para a manutenção de 12,5 metros de profundidade. Segundo o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, foi criado um ambiente favorá- vel ao investimento privado no Porto de Paranaguá. “O governo investiu fortemente no porto para dar um sinal ao empresariado de que está- vamos preocupados com a modernização da nossa estrutura e que poderíamos nos programar para os próximos anos. Isto feito, agora as empresas estão nos correspondendo”, afirma. O plano de investimentos dos Portos de Paranaguá e Antonina prevê R$ 5,1 bilhões de aportes privados até 2030. Com isso, a movimentação anual dos portos do Paraná deve saltar das atuais 45 milhões de toneladas anuais para 83 milhões de toneladas. FERTILIZANTES O Porto de Paranaguá já é o líder nacional na movimentação de fertilizantes, com mais de 9 milhões de toneladas operadas anualmente. O investimento da Fospar só confirma esta vocação do porto. “O Paraná vai continuar sendo a principal porta de entrada deste produto para o Brasil”, afirma o diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino. “Com a necessidade frequente de aumento da produtividade no campo, esta operação ganha cada vez mais importância na cadeia produtiva nacional. Por isso, é importante que as empresas que atuam neste ramo se planejem para as próximas décadas”, acrescentou. Com a renovação antecipada, o contrato passará a ter validade por mais 25 anos, até 2048 – o contrato atual tinha validade até 2023.



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